Verbas menores e sem aumento. O Governo Federal apresentou nesta sexta-feira, 30, ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2025. O documento inclui as previsões de despesas do governo do presidente Lula para o próximo ano, e a notícia para os beneficiários de programas sociais é desanimadora.
A redução do orçamento afeta o programa Bolsa Família, o Farmácia Popular e o Auxílio Gás aos Brasileiros.
Por outro lado, o Ministério do Planejamento busca um ajuste real para o salário mínimo em 2025, estimando um valor de R$ 1.509,00. Em comparação com o valor de 2024 (R$ 1.412), o aumento seria de 6,87%.
Segundo o PLOA, o Bolsa Família terá um orçamento de R$ 167,2 bilhões em 2025, que é R$ 2,3 bilhões inferior ao orçamento aprovado para 2024, de R$ 169,5 bilhões.
Para justificar a diminuição do orçamento do Bolsa Família, o governo citou a revisão dos cadastros de famílias que estão recebendo o benefício de forma indevida. Além da redução no número de famílias atendidas, o governo planeja manter o valor dos benefícios sem ajuste no próximo ano.
Conforme Sergio Firpo, secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), a revisão dos gastos segue a lógica de “garantir o direito a quem realmente tem direito”, enfatizando que não haverá suspensão dos benefícios aos elegíveis. “É fundamental esclarecer. Não haverá interrupção de direitos, nem de benefícios“, afirmou.
Para ilustrar a economia, o secretário do MPO mencionou a verificação dos cadastros do Bolsa Família realizada em 2023. O resultado desse processo resultou na exclusão de 3,3 milhões de beneficiários que estavam recebendo os valores de maneira indevida. Com a correção, foi possível incluir 2,9 milhões de novas famílias que aguardavam na fila de espera.
No total, a revisão e realocação de despesas devem gerar economia em diversas políticas públicas:
O Auxílio Gás, que subsidia a compra de botijões de gás para famílias de baixa renda, sofrerá uma redução acentuada, com o orçamento diminuindo de R$ 3,5 bilhões para R$ 600 milhões, uma queda de 84% em relação ao valor proposto para 2024.
Apesar da expectativa de aumento no número de famílias atendidas, de 5,5 milhões para 6 milhões, a diminuição do orçamento resultará em menor alocação por família.
Após essa redução, o governo planeja um novo projeto de lei para aumentar o benefício através de um ajuste financeiro que pode permitir gastos fora do Orçamento público e do limite de despesas do arcabouço fiscal, levantando preocupações entre especialistas em contas públicas acerca da legalidade e transparência dessas medidas.
Quanto ao Farmácia Popular, o orçamento sugerido é de R$ 4,2 bilhões, uma redução em relação aos R$ 5,9 bilhões alocados para 2024 e aos R$ 5,2 bilhões disponíveis atualmente.
O programa enfrentará cortes tanto no sistema gratuito, que cairá de R$ 5,3 bilhões para R$ 3,8 bilhões, quanto no sistema de co-pagamento, que será reduzido de R$ 574 milhões para R$ 419 milhões.
A expectativa é que a distribuição gratuita de medicamentos atenda 21,6 milhões de usuários em 2025, superando a estimativa de 17,6 milhões para 2024, embora o impacto por atendimento seja menor devido ao orçamento reduzido.
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