O Governo Federal revelou nesta segunda-feira (02), planos ambiciosos para a contratação de novos servidores públicos em 2025. A proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o próximo ano contempla a criação de até 57.814 postos no serviço público, visando atender à crescente demanda por profissionais novos.
A maior parte dessas oportunidades, 53.599, será direcionada ao Poder Executivo, com uma ênfase especial na educação. Serão criados 46.882 novos cargos para docentes em universidades e institutos técnicos federais. Além disso, haverá 6.717 vagas adicionais para diversas categorias, incluindo posições militares.
Abaixo está a distribuição das vagas no Poder Executivo e em outros setores:
Além do Poder Executivo, outros poderes também contarão com novas vagas. Veja a distribuição para esses setores:
Na última sexta-feira (30), o projeto orçamentário foi enviado ao Congresso Nacional, prevendo uma reserva considerável de R$ 2 bilhões especificamente para novos concursos públicos. Essa destinação financeira tem como objetivo apoiar a organização de seleções e contratações para diferentes cargos e órgãos governamentais em 2025.
Clayton Luiz Montes, Secretário de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento, explicou que, apesar da reserva significativa, ainda não foram especificados quais concursos e cargos serão contemplados em 2025.
Montes destacou a relevância dessa previsão orçamentária para assegurar a continuidade e eficiência das seleções públicas, mas observou que a definição dos concursos e cargos específicos ocorrerá posteriormente, quando houver maior clareza sobre as necessidades dos órgãos públicos.
Recentemente, o governo realizou a primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) em agosto, oferecendo 6.640 vagas distribuídas entre 21 ministérios, agências e autarquias federais. O concurso atraiu 2.114.145 inscritos.
A Ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, mencionou em entrevista que o governo está considerando a realização de uma segunda edição do CNU em 2025. Contudo, essa decisão dependerá da análise dos resultados da primeira edição e da disponibilidade orçamentária para uma nova edição.
Em entrevista ao portal Jota, a ministra ressaltou que o próximo edital pode oferecer menos vagas, conforme as necessidades dos órgãos. Ela reiterou a importância de uma avaliação detalhada sobre o desempenho e as melhorias necessárias no CNU atual. Segundo Dweck, a equipe do ministério, em parceria com o Ipea, está realizando um estudo cuidadoso sobre o custo-benefício do concurso para decidir a viabilidade de uma nova edição.
Não precisamos de 6 mil (vagas), pode ser menos. Entretanto, o mais importante para tomarmos a decisão final é fazer uma análise minuciosa de tudo o que funcionou, assim como do que precisa ser aprimorado. Acompanhamos o trabalho da nossa equipe com o Ipea. Eles estão conduzindo um estudo bem estruturado sobre o custo-benefício. Queremos concluir esse estudo para avaliar: valeu a pena? Vamos realizar outro? Expandiu o acesso? A forma de seleção foi eficiente? Os servidores foram bem escolhidos? Tudo isso precisa ser analisado para uma nova edição do CNU. Por isso, mencionei que nossa decisão ficará para o final do ano”, afirmou Dweck.
A publicação do segundo edital está prevista para março de 2025, com as provas sendo realizadas em agosto do mesmo ano.
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